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Aventura adaptada à pessoas com deficiência. Radicalizando na inclusão.

por | 6 set, 2017 | Aventura adaptada | 2 Comentários

Aventura adaptada à pessoas com deficiência. Radicalizando na inclusão.

por | 6 set, 2017

A aventura adaptada está presente em praticamente todas as modalidades. Para se realizar qualquer tipo de aventura, é sempre importante seguir normas de segurança. Atividades de aventura e esportes radicais são seguros, o perigo está quando os cuidados com a segurança não são respeitados.

Existem organizações internacionais como a ATTA (Adventure Travel Trade Association) e nacionais como a ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura) que trabalham para a regulamentação e promoção das atividades de aventura.

A busca pela acessibilidade é incessante nesse segmento. A adaptação depende do tipo de atividade e o nível de dificuldade do praticante, e pode estar relacionada ao equipamento, ao modo de operação da atividade ou em ambos os casos. Às vezes encontramos equipamentos específicos, utilizados com propostas de segurança ou de conforto, mas em muitos os casos se utilizam os mesmos equipamentos de uma atividade convencional, da mesma forma, ou com pequenas modificações.

Veja abaixo, algumas das atividades de aventura adaptada mais praticadas em todo o mundo. Algumas tem uma popularidade menos, mas todas já possuem iniciativas no Brasil.

Aventura Adaptada no Brasil e exterior

Paraquedas

O salto de paraquedas duplo é feito com um instrutor treinado para este tipo de salto e com um paraquedas especial para duas pessoas. Antes do salto, é feito um pequeno treinamento e fornecido um macacão especial para vestir sobre a roupa. Você ficará conectado ao instrutor através de mosquetões entre os macacões. O salto é iniciado depois que o avião atingir a altura de 12.000 pés (aproximadamente 3.700 metros), em 45 segundos de queda livre a 200 km/h. Para saltar é preciso ter no mínimo 16 anos e peso aconselhado até 100 quilos. Não existe restrição em relação à deficiência para saltar, mas é importante informar antecipadamente a escola de paraquedismo na qual será feito o salto.

Rafting

Rafting é a descida de corredeiras de rios em equipe utilizando botes infláveis. São utilizados ainda, capacetes, coletes salva-vidas e remos. Existe 6 níveis de dificuldade, atribuídos aos rios. Antes da atividade, todos recebem instruções de segurança, e um treinamento para aprender como remar. Um guia orienta a todos, ficando na parte de trás do bote e dando a direção do bote. Para aventura adaptada, até mesmo pessoas tetraplégicas podem participar, pois existem cadeirinhas desenvolvidas para dar estabilidade em relação ao bote, e coletes salva-vidas que mantém o rosto sempre para cima no caso de queda na água.

Asa Delta

A Asa Delta é considerada uma aeronave, e precisa de condições para decolagem, como uma rampa para atingir uma velocidade inicial, e vento suficiente para sustentação no ar. O piloto irá explorar as correntes de ar até decidir o melhor momento e local para aterrissagem. São utilizados equipamentos de segurança como capacetes e cintas, que irão conectá-lo à asa delta, deitado para baixo. É preciso ter mais do que 16 anos, e limite de peso aconselhável de até 90kg. Pessoas com deficiência podem necessitar de auxílio principalmente no momento da decolagem.

Mergulho com Cilindro

Para mergulhar com cilindro, primeiro é preciso passar por um treinamento teórico e pratico na piscina, e depois o batismo no mar. Os equipamentos básicos para mergulho são a máscara, lastro, nadadeiras, colete equilibrador, cilindro de ar comprimido, roupa de neoprene, regulador e Octopus. Por questões de segurança, o mergulho é feito com no mínimo duas pessoas, caso algum deles necessite de auxílio. Não é necessário saber nadar, e existe o mergulho adaptado para pessoas com deficiência que não possuem movimentos, tem auxílio de um instrutor. Existem ainda equipamentos auxiliares motorizados, chamados de scooter. Para um bom mergulho, a visibilidade da água é importante.

Bungee jumping

O Bungee Junpimping basicamente consiste em saltar de uma altura num vazio, amarrado por uma corda elástica. Dependendo do nível de emoção e segurança, a corda pode ser conectada no tornozelo, na cintura ou na parte superior do corpo com o auxílio de um colete. Também há pessoas com deficiência que saltam junto com a cadeira de rodas, onde o corpo e a cadeira de rodas recebem uma fixação especial à corda. Os locais para salto devem ser apropriados, e são escolhidos após um estudo, mas também existem empresas que realizam esta atividade em eventos, utilizando guindastes e um colchão de ar para segurança.

Downhill

Downhill é uma forma de ciclismo com o objetivo de descer o mais rápido possível um certo percurso. A prática surgiu em locais de montanha, mas já há variações urbanas onde se descem por escadas e superfícies acidentadas. Utilizam-se bicicletas reforçadas, com rodas mais grossas, freio a disco e outros acessórios apropriados. Para a aventura adaptada, pessoas com deficiência, também utilizam uma espécie de bicicleta com quatro rodas para conseguir maior estabilidade.

Esqui aquático

O esqui aquático é praticado com uma lancha puxando uma pessoa por uma corda com um tamanho padrão de 18,25 metros, a partir de uma velocidade de 30 km/h. Pode ser executada utilizando um ou dois esquis, e para pessoas com deficiência física, existe um esqui adaptado, que basicamente é formado por uma assento acoplado a um esqui. Os locais ideais para a prática são lagos pequenos, abrigados de ventos, e por medida de segurança, sem o trânsito de outras lanchas.

Balonismo

Balões de ar quente tripulados, são os mais comuns utilizados para atividades turísticas. O balão sobe pelo aquecimento do ar de dentro do envelope (balão), através de gás propano, deixando ele menos denso e elevando o balão. O peso que um balão pode levar, depende do tamanho do envelope. A maioria dos balões tem uma média de 2.000m³ a 3.000m³ de volume interno, capaz de levar de 2 a 5 pessoas. Existem balões turísticos, de 5.000m³ a 24.000m³ que podem levar de 6 a 35 passageiros num único voo. Os cestos de balão geralmente são inteiriços, mas há versões adaptadas, com lateral em forma de porta ou rampa para o acesso, e parte transparente para melhor visualização de um cadeirante.

Rapel

O Rapel é a atividade de descer verticalmente através de cordas e equipamentos. Bastante praticado na natureza, para descida de montanhas, mas também existem bases preparadas para essa prática, ou também versões urbanas descendo de pontes ou edificações. Os equipamentos básicos utilizados são a corda, arnês (cadeirinha), mosquetão, luva, freio e capacete. Pode ser positivo ou negativo. No positivo, os pés do praticante tocam a parede durante a descida, e no negativo esse contato não acontece.

Trike

O Trike é uma aeronave motorizada pendular, isto é, controlada pelo deslocamento do centro de gravidade, que utiliza uma asa delta fabricada especialmente para esse tipo de vôo. Chegam a alcançar 20 mil pés de altura (aproximadamente 6.000 metros) e podem voar a até 120 Km/h. Geralmente não é necessário nenhuma adaptação para voar em um trike, a não ser em casos específicos. O piloto senta na frente, e o passageiro na parte de trás, devidamente equipado com capacete e cintos de segurança. O vento em contato com o corpo, em grandes altitudes, pode ser bastante frio, por isso é aconselhado estar bem agasalhado.

Kitesurf

O Kitesurf utiliza uma pipa, que serve para pegar a força do vento, e uma prancha, que serve como uma estrutura de suporte para os pés. A pipa fica presa à cintura através de um dispositivo chamado trapézio, e com uma barra consegue ajustar a pipa e dar direção. Pessoas com deficiência física, utilizam uma prancha com um assento acoplado. Conjugando a força do vento e as ondas, é possível pegar ondas e realizar saltos em grandes alturas.

Quadriciclo

Quadriciclo é um pequeno veículo motorizado, semelhante à uma moto, porém com quatro rodas, projetado para utilização off-road. Para dirigir é simples, basta acelerar e freiar, nos comandos existentes no guidão, de onde também se dá a direção. Algumas versões possuem marchas, mas outras são automáticas. Há modelos para uma ou duas pessoas. Dependendo do modelo, para quem não possui sensibilidade, é preciso tomar cuidado com partes do motor que esquentam, para não se queimar.

Parapente

Parapente, também bastante conhecido com paraglider, é considerado uma aeronave invertebrada, em forma de um semi-círculo inflável, feito de tecidos e linhas. E por isso, ela decola, alça voo e aterrissa. É um derivado do paraquedas, mas possui mais células, sendo maior e mais apropriada para planar, devido à sua aerodinâmica. É praticado junto à encosta de montanhas. Para decolar, é preciso inflar o velame, e depois o instrutor administrando as correntes de vento, pode planar por longos períodos. A selete é o equipamento utilizado para sentar, e ao mesmo tempo proporcionar segurança, pois é ela que estará conectada ao velame. Geralmente não é necessária adaptações para pessoas com deficiência, a não ser em casos específicos.

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