Cordão de girassóis para deficiências ocultas. Sinalizando quem precisa de ajuda.

por | 10 out, 2019 | Inclusão | 1 Comentário

As medidas de segurança nos aeroportos são muito rígidas. Mas aqueles que trabalham nesses estabelecimentos geralmente conhecem os trâmites burocráticos e sabem o que é possível fazer para facilitar a vida de passageiros com necessidades especiais, como pessoas com problemas de saúde e idosos com dificuldade de locomoção. Nesse sentido, uma história mostra que, com medidas simples e bom senso, é possível ajudar essas pessoas em ambientes movimentados e que geram tensões e nervosismo, como é o caso dos aeroportos.

O pontapé inicial

Kim Baker saiu de férias com sua família para a Espanha em junho do ano passado. Seu pequeno tem autismo. Então, ela decidiu carregar um símbolo peculiar para informar os funcionários sobre as necessidades especiais do filho. Kim usou um cordão de crachá verde com estampas de girassóis. Algo simples, mas que faz uma enorme diferença.

Um chamado à empatia

Essa decisão, compartilhada em seu perfil no Facebook, tornou a viagem muito mais tranquila. No aeroporto de Málaga, um segurança notou o cordão e logo os acompanhou para um lugar onde receberam atenção especial para que não precisassem passar por processos rotineiros de segurança. Para as crianças que têm autismo, entrar em uma fila pode ser perturbador ou até impossível. Elas podem ter uma crise pois sentem-se sobrecarregadas; portanto, essa iniciativa lhes permite receber ajuda para uma viagem muito mais tranquila.

“Por favor, me ofereça um assento. Lembre-se de que nem todas as deficiências e condições são visíveis”

Um projeto que vem ganhando novos adeptos

Essa pode parecer (e, de fato, é) uma ideia incrível. Mas não se trata de algo novo, como lembrou a própria Kim. Os criadores foram os funcionários do aeroporto Gatwick, em Londres, que, em 2016, transformaram esse acessório em um símbolo de apoio para pessoas com deficiências ocultas, como autismo, Transtorno de Déficit de Atenção (TDA), transtornos ligados à, demência, Doença de Crohn, colite ulcerosa, bem como para aqueles que sofrem de fobias extremas ligadas a voar.

Ações que somam

A iniciativa não ficou apenas no uso do acessório como um sinal de alerta para as equipes de apoio. Alguns aeroportos (como o de Manchester) contam com salas sensoriais para pessoas com deficiências ocultas. Lá, elas podem se sentir seguras e encontrar um pouco de tranquilidade em meio ao tumulto provocado do lado de fora pela movimentação dos passageiros e funcionários das companhias aéreas. São medidas que têm servido de exemplo para outros aeroportos, que buscam dar a seus usuários um tratamento mais humanizado.

Para além dos aeroportos

Diante do enorme sucesso, o cordão passou a ser adotado, também, em outros tipos de estabelecimentos, como supermercados e estações ferroviárias. O objetivo é, sempre, alertar os funcionários sobre possíveis necessidades especiais de alguns clientes. Kim garante que pessoas essas condições não buscam qualquer privilégio, mas apenas um pouco de compreensão e empatia. Usar o cordão é um excelente começo para mostrar essas pequenas diferenças.

Tornar visível a necessidade de apoio

Com o objetivo de dar apoio aos pais e familiares de pessoas com deficiência, os cordões agora são oferecidos no site Hidden Disabilities Store. Nele, é possível obter informações sobre a iniciativa, compartilhar experiências e, claro, adquirir o acessório. A resposta dos funcionários do setor aéreo foi muito positiva e os passageiros encontraram neles um apoio fundamental.

O que você acrescentaria a essa iniciativa? Como, em sua opinião, é possível melhorar o tratamento dado a pessoas com deficiência em aeroportos, lojas, bancos e repartições públicas? Deixe sua opinião nos comentários!

Fonte: incrível.club

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1 Comentário

  1. Rosangela

    Bela iniciativa, deve ser divulgada….

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  1. Viajando com mobilidade reduzida. Guia para um turismo acessível. - […] tiver uma lesão temporária ou crônica, não deixe de usar as prioridades para filas e entradas. Se você tem uma…

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