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Ao tentar comprar passagens aéreas na manhã desta segunda-feira (9), em Manaus, para Campinas (SP), onde submeterá o filho de sete anos a um tratamento médico, a psicóloga Rosângela Fernandes foi surpreendida pela informação de uma atendente do SAC da empresa Azul Linhas Aéreas, de que a criança não poderia voar por ser cadeirante e portador de necessidades especiais.

Para ela, houve discriminação por parte da empresa, para com a criança.

“O que atendente alegou foi que o meu filho além de não ter condições de viajar, a aeronave não tinha como comportar a cadeira de rodas dele. Além disso, não me deram uma alternativa de que forma eu pudesse fazer a viagem”, informa Fernandes.

A escolha pela Azul, segundo a psicóloga, se deu pelo fato do destino para o qual ela irá com o filho não contar com conexão, o que ocorre com as outras companhias aéreas.

“Conheço várias mães que já viajaram de Manaus, por outras companhias aéreas com o filho cadeirante ou portador de necessidades especiais, e que não tiveram problemas, ainda que tivessem que enfrentar conexão”, salienta.

Ainda nesta segunda-feira Rosângela tentaria adquirir passagens para viajar com o filho, em outras empresas aéreas, ainda que tivesse que enfrentar conexão. Ela também não descarta a possibilidade de denunciar o caso aos orgãos competentes.

Contato
Em contato com a assessoria de comunicação da empresa, a mesma se comprometeu a procurar a psicóloga, por telefone, e oferecer uma alternativa para que ela e o filho pudessem viajar, para a realização do tratamento da criança, em Campinas (SP).

Rosângela Fernandes desabafa: “Um ato gentil por parte do Diretor Executivo da AZUL em ter me ligado e pedido desculpas por todo o ocorrido, reconhecido que eu estava certa diante do meu posicionamento. Mas existem situações que não conseguem apagar o que sentimos quando passamos por tais situações. Falhas são para serem reconhecidas e mudadas. Estava ansiosa pela viagem, pois estamos vindo de uma Campanha para conseguirmos os recursos para o tratamento. Acredito que a atendente não soube usar as palavras certas para o atendimento, usando de forma negligente quando solicitei maiores informações para o embarque do meu filho. Só queria ter tido o direito de embarcar e conseguir chegar ao nosso destino, na certeza de dever cumprido com todo o processo de Campanha que estamos realizando. Às vezes, os funcionários que não são treinados, acabam por colocar todo um trabalho de conquista pela qualidade no ralo. Não posso silenciar diante de tudo isso! A discriminação surge quando se negam a nos ajudar de alguma forma para facilitar a nossa vida com nossos filhos cadeirantes. A discriminação é o ato de considerar que certas características que uma pessoa tem são motivos para que sejam vedados direitos que os outros têm. Numa palavra, é considerar que a diferença implica diferentes direitos.”

Fonte: A Crítica http://acritica.uol.com.br

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