Meu namorado ficou tetraplégico, o que eu faço? Ilha de Barbados comenta

por | 18 maio, 2019 | Inclusão | 2 Comentários

O canal Ilha de Barbados com PC Siqueira, Rafinha Bastos e Cauê Moura comenta sobre a pergunta de uma seguidora: “Meu namorado sofreu um acidente, está tetraplégico. Tem sido duro para mim, obviamente as coisas não são como antes. Eu tinha mil planos com ele, muitos deles infelizmente não posso mais realizar. O que eu faço?”. Lembrando que a pergunta foi feita para a sessão de conselhos sentimentais do canal. Então ela deve estar perguntando sobre o que fazer com a relação, agora que o namorado ficou tetraplégico. Essa parte do vídeo começa a partir do minuto 6:17

Cauê Moura me pareceu ter pensamentos negativos, chegou até falar no começo “se eu ficasse tetraplégico, acho que eu ia fazer de tudo para que ela me largasse, para ela poder ser feliz, se eu amasse ela de verdade”. PC Siqueira comparou, se isso acontecesse com o cachorrinho que ele ama: “Não importa o que acontecer com ele. Se ele precisar de cuidados 24 horas, se eu precisar ficar enchendo um balão e apertando pelos 20 anos que ele vai durar, eu vou ficar apertando aquela porra!”.

Rafinha Bastos teve a melhor opinião e disse: “Tá na cadeira de rodas, sofreu um acidente, se eu te amo, eu vou me privar de certas coisas que eu nem acho que talvez.. talvez você redescubra a vida, talvez você comece a ver a vida com outros olhos, talvez vocês redescubram o amor. Talvez vocês consigam até ter uma vida sexualmente ativa dependendo da lesão”.

Rafinha ainda complementou: “Amor ao bagulho, velho, que não se encontra em qualquer esquina, é um bagulho que não acaba quando o ser humano passa a ter algum tipo de limitação. Agora é um negócio para sempre, velho. Você pode deixar de amar, e as pessoas deixam de amar uma das outras por uma série de motivos. Não deixe que esse motivo acabe com algo muito importante para você, se é que isso é realmente importante”. A opinião ficou sensacional.

Eu (Ricardo Shimosakai) deixei meu comentário lá: “Se seu namorado ficou tetraplégico, então refaça seus planos. Mantenha o que dá, pois nem tudo muda, e adapte o resto. No fundo nada se perde totalmente. E primeiro, mude seu jeito de pensar. Pois com essa frase, mostra que você está tendo uma visão pessimista, que tal ter um olhar otimista? Quando calibrar sua cabeça, vai ver que viver numa cadeira de rodas pode ser um grande barato. Se não consegue ver dessa forma, é porque ainda não conseguiu ajustar.”

Nessa hora o bom mesmo é esperar e ver o cominho que isso vai tomar. Cada pessoa reage de um jeito diferente, são cercadas de pessoas diferentes, tem condições socioeconômicas diferentes, então por isso não é possível prever como será. Mas reforçando meu pensamento, o que parece ruim, na verdade pode deixar a vida muito mais interessante e alegre, que foi o que aconteceu comigo e acontece com várias outras pessoas. Pode não ser imediato, pode levar um tempo, que também não é previsível, mas com certeza pode acontecer.

Nos relacionamentos que eu já tive, apesar de não passar por esse choque na relação, as namoradas me quiseram já assim com a deficiência. Gostaram de mim com todas as dificuldades, que na verdade não chega a ser algo limitante. Isso porque há milhares de outras pessoas sem deficiência, porém não é a deficiência que diz se você é uma pessoa que vale a pena conviver. E da mesma forma como começaram, os términos dos namoros também não tiveram nada a ver com a deficiência, mas por questões pessoais, como a forma de pensar de cada um.

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2 Comentários

  1. Josi Pinheiro

    Sensacional! As pessoas se prendem apenas à questão da deficiência mas esquecem que o amor vai muito além das dificuldades, advindas de uma deficiência ou de qualquer outra razão! Meu marido sempre foi uma pessoa maravilhosa e, depois da deficiência se tornou ainda melhor! Sou a pessoa mais feliz e realizada desse mundo e não me arrependo em nenhum momento de estar e permanecer ao lado dele, naquele momento, hoje e por quantos anos mais Deus nos permitir! ❤️

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    • Ricardo Shimosakai

      As pessoas enxergam a deficiência como uma catástrofe. É uma mudança em sua vida, e toda mudança envolve dificuldades. Mudamos nossa vida sempre, quando casamos, quando começamos a trabalhar, quando começamos a estudar. Tudo isso é difícil no começo, mas depois aprendemos a lidar, e ninguém enxerga como uma catástrofe. É preciso que a sociedade mude o modo de enxergar as pessoas com deficiência.

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