Motorizando uma cadeira com Hoverboard

por | 5 maio, 2019 | Tecnologia assistiva | 0 Comentários

Os veículos elétricos como bicicletas, patinetes, skates, monociclos ou hoverboards, são cada vez mais populares e estão sendo adotados para deslocamentos diários entre a casa e o trabalho, quando conveniente.

O hoverboard é um desses aparelhos, que basicamente é uma prancha com duas rodas laterais movimentada pela inclinação do corpo. Tem um motor com potência de 250 W, com uma velocidade máxima de 15 km/h e uma autonomia para 8 a 12 km, dependendo do peso do utilizador e das condições do piso. A roda tem um diâmetro de 6,5″.

Para utilizar o hoverboard é preciso ter equilíbrio e coordenação. Algumas pessoas não conseguem se adaptar e outras não tem condições devido a algum tipo de limitação física. A utilização por pessoas não capacitadas já causou centenas de acidentes ao redor do mundo. Pensando em solucionar esse problema, um americano fez uma adaptação e criou uma espécie da cadeira motorizada, onde o hoverboard seria o motor.

A idéia foi criar uma espécie de quadro ou chassi, bastante simples com algumas barras de ferro e duas rodinhas do mesmo tamanho do hoverboard. Esse quadro fica apoiado e fixado no hoverboard e em cima do quadro colocado um assento, como uma simples cadeira de praia.

O controle do hoverboard se dá originalmente, com a pessoa de pé em cima do equipamento, e com a inclinação do corpo ou dos pés, você aciona a aceleração e direção. Então inclinando para frente, ele vai pra frente, e inclinando somente o lado direito, ele vai para a esquerda, e vice-versa.

Então para quem não ter os movimentos das pernas, fizeram uma adaptação com canos, conectados dos dois lados do hoverboard, assim eles teriam as função dos pés, só que comandados pelas mãos.

Assim como uma cadeira motorizada, esta engenhoca tem suas limitações. É ótimo para pisos planos, mas terá dificuldade para rodar em locais irregulares com buracos ou cascalhos. Também não consegue ultrapassar degraus, a não ser pequenos desníveis e não tem força suficiente para subir grandes inclinações.

É uma idéia interessante, mas para uma pessoa com deficiência utilizar como meio de locomoção, não é indicado. Serve mais como uma alternativa de lazer do que de transporte. Não substitui uma verdadeira cadeira de rodas, que é fabricada exatamente para transportar pessoas com dificuldade de locomoção.

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