Não Foi Acidente. Movimento contra a embriaguez ao volante.

por | 11 ago, 2012 | Acessibilidade | 0 Comentários

“O Homem é o único ser do planeta que mata sua própria espécie. Temos que dar um basta nisso. Tantas e tantas mortes acontecem por pessoas embriagadas que, na hora da alegria, da bebedeira, não entregam a chave do carro para um amigo, não voltam de taxi, não colocam a mão na consciência e pensam na consequência. Quando deixamos de lado a possibilidade do acidente, o acidente acabou de começar. Quando você bebe e dirige, o acidente já começou.”

O autor do depoimento acima, Rafael Baltresca, teve a mãe e a irmã mortas no dia 17/09/11, vítimas de um atropelamento por um carro em alta velocidade, em São Paulo. O atropelador, Marcos Alexandre Martins, se recusou a fazer o exame do bafômetro, mas fez exame de sangue. No B.O., testemunhas afirmam que Marcos estava completamente embriagado. Frente a esta situação e à realidade que o Brasil enfrenta, Rafael Baltresca criou o movimento Não Foi Acidente, com o objetivo de mudar as leis brasileiras que abrem tantas portas para a impunidade.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina no Tráfego, a principal causa externa da deficiência adquirida é acidente de trânsito, segundo especialistas da instituição, cerca de 1/4 das pessoas feridas em acidentes de trânsito ficam com sequelas importantes, como perda de movimentos, órgãos ou dificuldade de locomoção.

De acordo com os últimos casos, hoje, a pessoa que bebe, dirige e mata, é indiciada por homicídio culposo (sem intenção de matar). Neste caso, se o atropelador for réu primário, pode pegar de dois a quatro anos de prisão. A habilitação pode ser suspensa por um ano. Na prática, segundo a Constituição brasileira, até 4 anos de prisão a pena pode ser convertida em serviços para a comunidade. Em outras palavras, nada acontece para quem mata no trânsito brasileiro.

O movimento “Não Foi Acidente” luta por mais educação de trânsito e campanhas de conscientização, porém, sabe-se que se as leis continuarem tão fracas como estão, esta “guerra civil” em que vive o país não acabará tão cedo. O site reforça: “O governo gasta R$ 8 bi/ano em uma guerra que enfrentamos diariamente no Brasil: as imprudências no trânsito. São cerca de 40 mil vítimas de acidentes de transporte por ano. Dessas, 40% são decorrentes do álcool na direção. É também a principal causa morte de crianças de 1 a 14 anos em nosso país”.

Você pode ajudar ativamente a mudar a lei e acabar com a impunidade no trânsito brasileiro. Clique aqui e assine eletronicamente uma petição pública! Faça isso por eles!. Logo abaixo você pode ver um vídeo da campanha, que reforça a idéia de que quando você bebe e dirige, o álcool sempre toma a direção. Se você não se preocupa com sua própria vida, pelo menos pense naqueles que podem sofrer as consequências pela sua irresponsabilidade.

Se mesmo assim, isso não conseguiu fazer você aceitar a idéia de que bebida e direção é uma péssima idéia, então veja o vídeo seguinte, e veja a história de Jacqueline Saburido (Caracas, 20 de dezembro de 1978), uma jovem venezuelana que participou de uma campanha publicitária contra bebidas alcoólicas, nos Estados Unidos. No dia 19 de setembro de 1999, enquanto voltava de carro para casa, com dois amigos, sofreu um acidente automobilístico provocado pela colisão de um carro conduzido por um rapaz embriagado. Os dois amigos de Jacqueline morreram. Ela, por causa da explosão e do incêndio, durante 45 segundos sofreu queimaduras que a deixaram com quase 60% do corpo deformado.

Fonte: itu.com.br

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