Patinetes nas calçadas são obstáculos. Largados, sem regras, impedem a passagem.

por | 31 maio, 2019 | Acessibilidade, Inclusão | 0 Comentários

Patinetes que antigamente eram somente brinquedos para o lazer, atualmente ganharam uma nova proposta de locomoção prática e sustentável. Porém, os locais onde eles se tornaram uma febre, não estavam preparados para essa “invasão” e, com isso, algumas consequências acabaram aparecendo.

A proposta é que a pessoa possa alugar o patinete através de um aplicativo baixado no smartphone e de onde tem um mapa de localização dos equipamentos. Através da leitura do código QR no patinete, você libera a utilização e, depois de utilizada, podem ser deixadas em qualquer lugar.

Um dos problemas, e que afeta a mobilidade e acessibilidade, é que os usuários largam o patinete de qualquer jeito, no meio da calçada, em cima de rampas, bloqueando a passagem de pedestres. Então deveria ter regras para estacionar o equipamento.

Eu (Ricardo Shimosakai) já encontrei vários patinetes, e também bicicletas de aluguel, posicionadas inadequadamente em diferentes locais. Em uma das vezes eu tive que jogar o equipamento para a rua, pois ela bloqueava a passagem na calçada, não havia como eu desviar e não tinha ninguém para ajudar.

Além disso, a utilização sem regras do equipamento estava se tornando perigoso, para os usuários e também para os pedestres. Vários acidentes foram relatados, alguns com consequências graves, então a Prefeitura de São Paulo decidiu estabelecer regras que já estão valendo. Veja abaixo os pontos mais importantes da nova medida:

  • Uso obrigatório de capacete – que agora deverá ser fornecido pelas empresas responsáveis pelo serviço de aluguel
  • É proibido circular com os equipamentos nas calçadas
  • As multas pelo descumprimento das regras podem variar de R$ 100 até R$ 20 mil
  • Patinetes só poderão circular em ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas ou ruas com limites de velocidade de até 40 Km/h
  • A velocidade máxima dos patinetes será de 20 Km/h
  • Condutores que desrespeitarem as medidas poderão responder civil e administrativamente

“As multas são aplicadas em cima das empresas que detêm os patinetes, da mesma forma que a gente multa uma empresa locadora de veículos. Depois a locadora pode passar essa multa para o usuário”, disse o prefeito. “Nos próximos 15 dias, a CET e a GCM vão fazer o papel de orientar as pessoas sobre as novas regras e vão começar a multar a partir do 15º dia”, completa.

Algumas empresas que fornecem os serviços foram acionadas pela prefeitura para discutir as novas medidas e até assinaram um termo para oficializar o compromisso de promover as melhorias no uso do transporte. Agora elas serão responsáveis legais por:

  • Promover campanhas educativas sobre o uso correto dos equipamentos;
  • Fornecer pontos de locação fixos e móveis que poderão ser identificações por aplicativos ou sites;
  • Recolher os equipamentos estacionados irregularmente;
  • Arcar com todos os danos decorrentes da prestação de serviço;

Em outras capitais do mundo o uso dos patinetes é um misto de preocupação e popularidade. Em Nova Iorque, o uso dos equipamentos é proibido desde 2004, sendo considerado um risco para a saúde dos usuários. Já em Londres, os patinetes são autorizados apenas em locais privados, mas restritos em vias públicas.

A cidade que, assim como São Paulo, sente os efeitos da popularidade dos veículos é Paris. Na capital francesa, a estimativa é que até o fim do ano, mais de 40 mil patinetes estejam circulando pelas ruas.

Para a proteção – seja dos usuários ou dos pedestres – é fundamental adotar medidas de segurança, como: capacetes, buzinas, retrovisores e lanternas. A cartilha das novas regras para os patinetes em São Paulo está disponível no site oficial da prefeitura.

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