Primeira viagem acessível internacional. Argentina foi a escolhida.

por | 4 abr, 2019 | Viagens e locais acessíveis | 2 Comentários

Depois que fiquei de cadeira de rodas, voltar a viajar foi um processo de conquistas. Desde a primeira vez que consegui sair de casa até as ousadas viagens internacionais que faço atualmente. Comecei indo para lugares de lazer em São Paulo, como cinemas, museus e restaurantes, tocando a cadeira e utilizando transporte público.

A primeira viagem foi com minha família, mas ali eu percebi que não combinava viajar com minha mãe e irmã, pois elas tem gostos e preferências diferentes de mim. Na metade da viagem a gente se separou, ficamos dormindo e comendo juntos, mas eu fui fazer alguns passeios sozinho.

No final da minha reabilitação na AACD, eu passei a praticar tênis de mesa, ali mesmo junto com uma equipe. Treinava toda a semana, e passei a participar de campeonatos em diferentes cidades. Num campeonato em Curitiba, resolvi aproveitar e ficar mais tempo para passear. Então a equipe voltou do campeonato e eu fiquei alguns para fazer turismo sozinho.

Achei que já estava preparado e confiante para fazer minha primeira viagem internacional, e escolhi a Argentina, por ser um destino mais próximo ao Brasil, assim a parte aérea seria uma opção barata e de pouca duração. A facilidade em compreender o espanhol também ajudou na decisão. Era um destino que eu ainda não conhecia, a não ser uma breve visita na fronteira quando fui para Foz do Iguaçu, mas isso nem dá para considerar que você conheceu outro país.

Planejei tudo sozinho, passei por dificuldades, fiz atividades e visitei lugares com um perfil econômico, tipo mochilão, mas esse sempre foi meu perfil. Eu sentia que superar tudo isso iria me dar muita força depois. Realmente a experiência foi sensacional, e voltei me sentindo um vitorioso, pois a viagem tinha muito mais valores agregados do que só fazer uma viagem de lazer.

Na foto estou junto com colegas brasileiros que conheci no albergue que fiquei hospedado em Buenos Aires, fomos visitar Puerto Madero e tiramos esta foto com a Ponte da Mulher ao fundo. Costumo dizer que tudo isso foi uma reabilitação para o turismo, voltando a fazer tudo que gostava antes da lesão, para me dar segurança e experiência para ir além.

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2 Comentários

  1. Ada de Freitas Maneti Dencker

    Relato de uma pessoa vitoriosa. Você é um exemplo para todos. Parabéns Ricardo.

    Responder
    • Ricardo Shimosakai

      Obrigado Ada! Queria que esse conhecimento fosse mais aplicado no mundo acadêmico, acho muito fraco o que universitários aprendem sobre acessibilidade e inclusão. Ou seja, sai um profissional incompleto, pois hoje em dia é necessário saber como lidar nessa área.

      Responder

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