Programa Internacional Bandeira Azul para praias tem exigências de acessibilidade

por | 2 nov, 2010 | Turismo Adaptado | 2 Comentários

De acordo com o Ministério do Turismo, o projeto internacional Bandeira Azul poderá entregar certificados socioambientais para a praia do Tombo, no Guarujá, e a marina Meliá, em Angra dos Reis. Além disso, há grandes chances de renovar a acertificação para a praia de Jurerê, em Santa Catarina.

Jurerê foi a primeira praia brasileira a receber o certificado, em 2009. Os documentos são concedidos pela Foundation for Environmental Education (FEE), com sede na Dinamarca, que avalia questões como qualidade ambiental, segurança, infraestrutura e contribuição da comunidade local.

“Os principais benefícios que o programa ajuda a manter são os cuidados com o meio ambiente, a balneabilidade das praias, além da acessibilidade a pessoas com de deficiência. O programa incentiva que as praias sejam adequadas às diretrizes, para garantir o certificado de qualidade. Isso beneficia a todos, tanto os turistas quanto a população que vive e trabalha na orla”, diz Ricardo Moesch, diretor do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do MTur.

O júri nacional do programa, formado por representantes dos Ministérios do Turismo e do Meio Ambiente (MMA), da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da ONG Agência Costeira e do Instituto Ambiental Ratones, se reuniu na última segunda-feira, 19 de julho, para tratar sobre a certificação das praias brasileiras.

Segundo o MTur, o grupo definiu que as praias integrantes do projeto Bandeira Azul devem estar de acordo com as diretrizes do Projeto Orla, uma parceria entre o MMA e a SPU que visa contribuir para disciplinar o uso e ocupação da zona costeira.

Em todo o mundo são 3,2 mil marinas e praias certificadas pela FEE com a Bandeira Azul. A fundação é composta por uma rede de 59 países de todos os continentes. Em Portugal, para dar mais ênfase à questão da acessibilidade nas praias, foi criado um outro programa chamado “Praia Acessível – praia para todos” possuindo uma bandeira própria. Mesmo aqueles que já possuem a Bandeira Azul, e ainda não tem acessibilidade, como é o caso de Jurerê Internacional em Florian[opolis, se quiserem renovar este selo, pois isso é feito anualmente, terão que se adequar aos critérios de acessibilidade.

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2 Comentários

  1. Eliana

    O direito de ir e vir do cidadão é flagrantemente ofendido toda vez que um deficiente encontra barreiras para adentrar a lugares públicos, principalmente as praias e, inúmeros restaurantes, bares, e ruas sem rebaixamento adequado para trânsito das cadeiras de rodas e etc.Lugares estes que fingem ter acessibilidade , uma vez que se fiscalizados os fiscais fingem que não vêem o óbvio, que é a falta de respeito a padronização. Enfim…todas as prais deviam ter condições de acesso a deficientes físicos. O desrespeito a constituição continua e, enquanto não se ingressar com medidas judiciais obrigando-os a cumprir o direito constotucional, tudo parecerá favorecimento, benevolência, solidadriedade. Não há turismo adaptado e vocês ssabem disto. Há turismo para aqueles que conseguiram desenvolver bem a suas atividades da vida diária, mas aqueles que sofreram lesão neuronal (não digo neurológica, porque tem um sentido amplo), então aquels que tiveram lesão de hipocampo ou tálamo não é aceito nas redes pública de reabilitação, logo nõa consegue ser treinado as AVD porque , segundo a estupidez deles, a pessoa não armazena o conhecimento porque a memória recente está prejudicada. Então um cidadão hemiplégico, com lesão de tálamo e hipocampo, tem de depender de todos para tudo , o simples ato de ir a praia para um paraplégico normal é um prazer quase sem barreiras, mas para quem não consegue superá-las porque não pode ser treinado, lhes falta adaptações e condições de vida. enfim….o mundo é para todos….mas só os que se julgam normais tem direito, quem depende do outro e nada mais tem a oferecer, não merece sequer o altruísmo, quanto mais ir a praia molhar os pés na água salgada. Hipocrisia, logo viveremos em um ambiente onde a maioria das pessoas são andarão sobre as suas próprias pernas, o AVE’s e TCE’s estão se tornando cada vez mais frequentes. E, logo os próprios médicos e terapeutas experimentarão do próprio fel.

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  2. Ricardo Shimosakai

    A Turismo Adaptado tem desenvolvido o turismo para todos no Brasil, abrangendo todos os tipos de deficiência, até os mais dependentes. Claro, este conceito ainda é pouco assimilado e praticado por aqui, mas também trabalhamos para que isso seja difundido. É claro que uma pessoa com uma deficiência severa não conseguirá fazer as atividades sozinho, mas é para isso que trabalhamos como uma agência de viagens preparada para atender a esses casos, onde todo o suporte será fornecido. Algumas barreiras não deveriam existir, mas também não podemos nos deixar vencer por elas para seguir o caminho da felicidade. Quanto mais pessoas quiserem atravessar essa barreira, mais facilmente ela será derrubada

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